Cairo Misteriosa

Cairo Misteriosa

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Platô de Gizá

Um lugar enigmático e que merece atenção de todos aqueles que gostam de pé na estrada é a cidade do Cairo, no Egito. Conhecer o continente africano é algo que está presente no sonho de muitos viajantes. O Egito merece atenção pela história mágica, cheia de mistérios que advém da antiguidade, milhares de anos antes de Cristo.

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Manuscrito Egípcio

Lembra dos clássicos filmes de Indiana Jones? Então, visitar o Cairo é uma aventura do começo ao fim. Em história recente, a cidade foi palco da revolução egípcia e por todos os lugares, há ainda sinais dos confrontos e da resistência daqueles meses, aliás, houveram conflitos em 2010 com a primavera Árabe e em 2013. Digo isso, para você se preparar, pois vai se deparar com uma cidade em reconstrução. Com o passar do tempo, muito já se recuperou, mas percebe-se que ainda há muito a fazer.

O trânsito é caótico, não, você não imagina quanto. É bárbaro mesmo. Se você não for pegar no volante, o que eu aconselho, fique tranquilo, eles se entendem. Em nossa visita à cidade, presenciamos até colisões leves. Os envolvidos descem do carro, gritam um pouco, ninguém anota nada, nem nome, nem placa, se beijam no final e vão embora. Cuidado no atravessar a rua, também algo que se transforma em aventura máxima na capital egípcia. Levante a mão como se fosse um guarda de transito pedindo para o automóvel parar, olhe bem para o motorista e vá andando, atravessando a rua no meio dos carros, repetindo as frases: assef, assef (desculpe, com licença) e depois não esqueça de dizer shukran (obrigado), boa sorte, vai dar tudo certo, Jesus te ama.

 Gorjetas são solicitadas em qualquer situação onde o turista possa ser ajudado. Municie-se com moedinhas e pode seguir sem medo. Quem me conhece sabe que sou avesso às gorjetas, principalmente as injustas ou forçadas, confesso que dei alguns nãos e o famoso “não entendi” para algumas situações que considerei abusivas. No fim, tudo correu bem.

Apesar de toda a narrativa que pode parecer assustadora, o Cairo se mostrou seguro, as leis e o regramento religioso de um país que é 85% mulçumano, alinham o comportamento dos nativos. Andar à noite pelas ruas da cidade não configura um risco sem precedentes. Há policiamento por todo lugar e as pessoas seguem suas vidas na luta diária, povo batalhador.

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Pirâmide de Miquerinos

O visto é necessário para adentrar no território egípcio, a maneira mais fácil é através da embaixada brasileira, não deixe para providenciar no desembarque, pode trazer transtornos e alguns aborrecimentos, demora e burocracia. A maneira mais fácil é na Embaixada da República Árabe no Brasil no site http://opendf.com.br/embegito/. Acesse o site, o melhor caminho é por Brasília. Seguindo as instruções, recolhendo as taxas, enviando os documentos corretamente e ligando na embaixada, o visto sai em 20 dias no mais tardar. Tudo via correio, você não precisa ir à Brasília. Os funcionários da embaixada são atenciosos e dão informação pelo telefone, pode confiar.

                No Cairo, destacarei 1 passeio que não podem faltar no seu plano de visita. Existem outros? Logico que sim, mas vamos nos ater ao principal em minha opinião.

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Pirâmides de Gizá
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Esfinge

Pirâmides de Gizá – As três grandes pirâmides. Este sítio arqueológico está entre as sete maravilhas do mundo. Imperdível. Fascinante. Fabuloso. Intrigante. A emoção de estar ao lado e, até escalá-las (a subida é permitida em apenas uma – Quéops) é indescritível, só vivendo essa experiência para saber. Chegue cedo, feche transporte e guia no hotel, leve água mineral na mochila, snacks para os mais famintos, protetor solar e chapéu, sim chapéu, não boné. O boné de nada vai adiantar diante do sol escaldante do deserto aos 40 graus, com boné sua nuca e pescoço vão torrar. Esse é um passeio que deve ser feito com muita calma, não entre no vamos que vamos do guia. Já combine ao acertar o preço que você contemplará as pirâmides de forma vagarosa, sem apressamentos, assim evita diz que disse de guias apressadinhos loucos para pegar outros grupos no mesmo dia. No complexo você pagará para ter acesso ao local onde estão baseadas as três pirâmides. Lá dentro se for desejo o acesso ao interior de uma delas ou uma volta de camelo/dromedário e fotos no bicho, prepare mais libras egípcias. Neste complexo você visitará as pirâmides de Quéops (a primeira a ser construída e maior das três). A de Quéfren, filho de Quéops, que não queria o seu monumento mortuário maior do que o do seu pai em respeito ao patriarca e o construiu um pouco menor, contudo, o colocou em um platô mais elevado o que, ao comtemplar as três, o admirador pensa que a do meio é mais alta, espertinho, não? A de Miquerinos, neto de Quéops, a menor de todas, diz a história que o fato de construir a pirâmide menor não se deu em respeito aos faraós antepassados e sim por complicação financeira. Miquerinos suportou em seu reinado uma grave crise, tendo que se contentar com um monumento menor e mais barato. E a famosa Esfinge, construída no reinado de Quéflen e posta coincidentemente à frente da sua pirâmide, este monumento de corpo de leão e cabeça humana, seria destinado à guarda do complexo, sendo forte como o rei dos animais e dotado da sapiência humana. Em compartimento anexos à Esfinge, sem teto, haviam salas para todo o processamento da mumificação dos faraós, familiares reais e altos funcionários dos tempos posteriores a sua construção. Detalhe, os compartimentos eram sem teto, porque, como sabemos, o povo do Egito tinha uma admiração religiosa com o sol e este precisava estar presente no processo de mumificação.

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Sala anexa à Esfinge

Além destes, outros pontos interessantes envolvem a construção deste local, o desenho que anexamos à matéria pode, com clareza, mostrar que o complexo de Gizá era um cemitério real e do alto escalão egípcio. Entre as curiosidades, podemos apontar algumas muito intrigantes que precisamos saber:

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Escalada da Pirâmide de Quéops

– A grande pirâmide foi edificada com 2.000.000 blocos, pesando em média 2,5 toneladas cada. Foram necessários 30.000 homens ao longo de 50 anos. Eles, segundo relatos, não eram escravos e sim camponeses que não trabalhavam o ano todo e sim nos períodos das famosas cheias do Nilo (junho a outubro), quando suas atividades agrícolas ficavam prejudicadas. Tal dado explica, em parte, o porquê do longo tempo de construção.

– Estes grandes blocos são de pedra caliça. Rocha que foi cuidadosamente escolhida pelos arquitetos das pirâmides para manter a temperatura interna das tumbas em torno de 21 graus C, temperatura muito mais amena que a externa no local, que pode chegar a 45 graus C. A temperatura amena ajudava na preservação das múmias.

Além das pirâmides, outros passeios devem estar na sua programação. Museu de Arqueologia do Cairo, jantar em um cruzeiro pelo rio Nilo, visita à Mesquita Muhammad Ali, Mercado de Khan el Khalili, entre outros.

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Mapa do Platô de Gizá

Mistérios à parte, viajar para o Cairo é, sem dúvidas, um momento de encontro com um passado esplendoroso e cheio de enigmas. Vale para toda vida. Arrume as malas e boa aventura.

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